terça-feira, 24 de setembro de 2013

História da Administração (parte 4)

9. Teoria da Contingência: Construída a partir das idéias dos sistemas, a perspectiva contingencial refuta os princípios universais da administração pela afirmação de que uma variedade de fatores podem afetar o desempenho da organização, sejam eles internos ou externos. Entender as contingências auxilia o administrador a saber quais os conjuntos de circunstâncias que ditam as ações administrativas. Com um olho nessas contingências, um administrador pode caracterizar a situação e depois escolher a estratégia competitiva, a estrutura organizacional ou o processo administrativo adequado às circunstâncias.                                                                                                   
10. Gestão da Qualidade Total: Muito conhecida por pessoas do ramo dos negócios antigamente como TQM (total quality management). A gestão de qualidade total refere-se extensamente a uma abordagem administrativa integrativa para a satisfação dos consumidores por meio de ampla gama de ferramentas e técnicas destinadas a atingir alta qualidade em bens de serviços. A TQM inclui a prevenção de defeitos antes que eles ocorram o atingimento de zero-defeito na fabricação, o projeto de produtos para a qualidade e o fornecimento de serviços de qualidade, bem como o de produtos.                           
11. Organizações Inteligentes: À medida q as velhas regras de fazer negócios tornam-se obsoletas, as empresas devem ser flexíveis e adaptáveis aos tempos de rápidas mudanças. Mais do que realmente reagir às mudanças, elas devem antecipas as mudanças e estar à frente delas. Na organização inteligente, é dada aos empregados a oportunidade de saber o que está ocorrendo, de pensar construtivamente sobre importantes questões, de buscar oportunidades para aprender novas coisas e procurar soluções criativas para os problemas da organização.                                                                               

12. Reengenharia: Além de as empresas precisarem estar sempre se renovando, mudando e aperfeiçoando-se, elas precisam de mais, precisam reinventar-se para melhorarem seu desempenho. E a reengenharia não é nada mais além disso, ela constitui o processo de iniciar tudo novamente do zero, reconstruindo a empresa e revisando seu modo de negociar. De acordo com seus proponentes, a reengenharia esta para a próxima revolução nos negócios, assim como, a especialização do trabalho de Adam Smith esta para a Revolução Industrial. A reengenharia adota uma perspectivas de sistemas, melhorando a qualidade de matéria prima e de insumos-chaves, assegurando que cada processo de transformação adicione valor ao produto e também monitorando a satisfação do mercado.

História da Administração (parte 3)

3. Burocracia: Surge também através da publicação de um livro onde, Max Weber, sociólogo; advogado e historiador alemão, mostra como a administração em si mesma poderia ser mais eficiente. Weber acreditava que com a burocracia os resultados diferentes pudessem ser eliminados, numa organização onde os administradores possuíssem habilidades variadas. Experiência e objetivos.Weber recomendava que os cargos fossem padronizados de modo que a mudança de pessoal não desintegrassem a organização.Ele enfatizava a existência de uma rede estrutural e formal de relacionamentos entre posições especializadas numa organização. As regras e regulamentações padronizaram o comportamento e a autoridade agora era sobre as posições e não sobre os indivíduos.Como resultado a organização não precisaria apoiar-se em apenas um individuo, mas obteria eficiência e sucesso seguindo as regras e regulamentações.                                                
4. Gestão Administrativa: Defendida por Henry Fayol, engenheiro de minas e executivo francês,surgiu através de um livro publicado por ele com suas experiências administrativas. Fayol adicionou uma função básica às quatro já identificadas antes, que são: planejar; organizar; comandar; coordenar e controlar, e também definiu catorze princípios: divisão dotrabalho; autoridade; disciplina; unidade de comando; unidade de direção; subordinação do interesse individual ao interesse geral; remuneração; centralização; hierarquia; ordem; equidade; estabilidade e manutenção do pessoal; iniciativa e espírito de equipe. A abordagem da gestão administrativa enfatizava a perspectiva dos altos administradores dentro da organização e sustentava que a administração era uma profissão e poderia serensinada.                                                                  
5. Relações Humanas: Essa abordagem deve muito às escolas de pensamento. As idéias de Gilbreths(administração cientifica), Barnard e Follet(gestão administrativa) influenciaram o desenvolvimento das relações humanas entre 1930 e 1955.Na verdade, a abordagem surgiu de um projeto de pesquisa que começou com um estudo de administração cientifica. A abordagem de relações humanas visava entender como os processos psicológicos e sociais interagem com a situação de trabalho para influenciar o desempenho. Relações Humanas foi a primeira grande abordagem a enfatizar os relacionamentos de trabalho informal e a satisfação do trabalhador. Abordagens Contemporâneas                                                                            
6. Administração Quantitativa: Durante a segunda Guerra Mundial, os planejadores militares começaram a aplicar técnicas matemáticas para defesa e para problemas logísticos. Após a guerra, corporações privadas constituíram equipes de especialistas em métodos quantitativos para lidar com as questões complexas que confrontavam a maioria das organizações. Essa abordagem então chamada de administração quantitativa. Essa abordagem enfatiza a aplicação de análise quantitativa aos problemas e decisões administrativas. A administração quantitativa auxilia o administrador a tomar decisões pelo desenvolvimento formal de modelos matemáticos do problema. Apesar da promessa que a administração quantitativa traz, os administradores não se baseiam nesses métodos como sendo a principal abordagem para a tomada de decisão. Muitos utilizam os resultados considerados por eles como consistentes juntamente com sua experiência, intuito e julgamento, mas rejeitariam resultados que contradissessem suas crenças.                               
7. Comportamento Organizacional: Os estudiosos começaram reconhecer que a produtividade do trabalhador e o sucesso organizacional são baseados em mais coisas do que em satisfação de necessidades econômicas e sociais. A perspectiva revisada é conhecida como comportamento organizacional. Essa abordagem estuda e identifica as atividades de administração e promove a eficácia às atividades de administração e promove a eficácia do empregado por meio do entendimento anatureza complexa do individuo, do grupo e do processo organizacional.                                                                                       

8. Teoria dos Sistemas: Baseada numa abordagem cientifica e voltada para os detalhes da organização, a teoria dos sistemas fornece um meio para interpretar as organizações, traz uma visão holística de todo o processo e enfatiza os processo. A teoria dos sistemas possui alguns conceitos importantes, sistemas abertos: são organizações dependentes de insumos que provêm do mundo externo(matérias-primas); sistemas fechados: são aqueles que não interagem com o meio ambiente externo; eficiência: é a razão dos resultados pelos insumos; eficácia: é o grau em que os resultados de uma organização correspondem às necessidades e aos desejos do ambiente externo; Subsistemas: é um componente do todo e interdependente dos outros  sistemas; equifinalidade: é o mesmo que existir diversoscaminhos que chegam no mesmo resultado; sinergia: é quando o todo é maior que a soma das partes. 

História da Administração (parte 2)

DESENVOLVIMENTO

Por volta de 1100 a.C., os chineses praticaram as quatro funções da administração – planejar, organizar e assessorar, liderar e controlar. Entre 400 e 350 a.C., os gregos reconheceram a administração como uma arte separada e defendiam a abordagem científica do trabalho. Os romanos descentralizaram a administração de seu vasto império antes do nascimento de Cristo. Durante os tempos medievais, os venezianos padronizaram a produção por meio da utilização da linha de montagem, construindo armazéns e utilizando um sistema de estoque para monitorar os conteúdos. Através da história, porém, a maioria dos administradores operou estritamente numa base de tentativa e erro. Os desafios da Revolução Industrial modificaram essa situação. A administração surgiu como uma disciplina formal na virada deste século. Entretanto, por volta de 1914 existiam apenas 25 escolas de administração. Dessa maneira, a profissão de administrador como se conhece hoje é relativamente nova. Primeiros conceitos e influências da Administração Limitações de comunicação e transportes retardaram o crescimento dos primeiros negócios. Conseqüentemente, os aperfeiçoamentos nas técnicas de administração não melhoram substancialmente seus desempenhos. Entretanto, a Revolução Industrial modificou esse panorama. As empresas cresceram e se tornaram mais complexas, aperfeiçoamentos menores em táticas administrativas produziram aumento avassaladores na quantidade e qualidade da produção. O surgimento das economias de escala – reduções no custo médio de uma unidade de produção à medida que o volume total cresce – levou os administradores a lutarem por mais crescimento. As oportunidades para produção em massa criadas pela Revolução Industrial geraram um pensamento intenso e sistemático sobre problemas e questões administrativas – particularmente eficiência, processos de produção e redução de custo. A Figura abaixo traz uma linha do tempo mostrando a evolução do pensamento administrativo através das décadas. Essa perspectiva histórica é dividida em duas seções principais: abordagens clássicas e abordagens contemporâneas. Várias dessas abordagens foram desenvolvidas simultaneamente e muitas vezes tiveram impacto significativo umas nas outras. Todas as abordagens tentaram explicar questões reais enfrentadas pelos administradores e fornecer-lhes ferramentas para resolver problemas futuros.

Evolução do Pensamento Administrativo

 O período clássico se estendeu desde meados do século XIX ate os anos 50. As principais abordagens que surgiram foram: administração sistemática, administração científica, burocracia, gestão administrativa e relações humanas.

Abordagens Clássicas

1. Administração Sistemática: Surgiu a partir dos pensamentos de Adam Smith, que acreditava que a administração das fábricas, o centro do crescimento norte-americano,era caótica e suas idéias ajudariam a sistematizá-las. A maioria das tarefas organizacionais era subdividida e executada segundo o trabalho especializado. Entretanto, a coordenação ruim entre os subordinados e entre os diferentes níveis administrativos causava problemas freqüentes e paradas no processo produtivo. A abordagem da administração sistemática buscou construir procedimentos e processos específicos nas operações para assegurar a coordenação dos esforços. A administração sistemática enfatizava operações econômicas, assessoria adequada, manutenção de estoques para atender à demanda dos consumidores e ao controle organizacional. Embora a administração sistemática não aborde todas as questões com que os administradores se defrontavam,tentou-se elevar a consciência deles a respeito das preocupações mais urgentes de seu trabalho.

2. Administração Científica: Criada por Frederick Taylor, um jovem engenheiro, que descobriu que a produção e o pagamento eram ruins, que a ineficiência e as perdas eram prevalentes e que a maioria das empresas possuía um grande potencial não utilizado, uma falha da administração sistemática. Ele concluiu que as decisões administrativas eram assistemáticas e que não existia pesquisa para se determinarem os melhores meios de produção. Com isso, Taylor introduziu uma segunda abordagem administrativa, administração científica. Essa abordagem defendia a aplicação de métodos científicos para analisar o trabalho e determinar como completar as tarefas de produção eficientemente. Outro elemento dessa abordagem era o uso de gratificação diferenciada, que consistia no pagamento de quantias adicionais aos trabalhadores quando eles excedessem níveis-padrão de resultado em cada trabalho. Taylor concluiu q tanto os trabalhadores quanto a administração poderiam se beneficiar disso.                                                                                        

História da Administração

INTRODUÇÃO

A história da Administração iniciou-se na Suméria por volta do ano 5.000 a.C. quando os antigos sumerianos procuravam melhorar a maneira de resolver seus problemas práticos, exercitando assim a arte de administrar. Alguns fatos podem ser citados como exemplo para o início da utilização da administração em setores políticos, econômicos, sociais, tal como no Egito, Ptolomeu dimensionou um sistema econômico planejado que não poderia ter-se operacionalizado sem uma administração pública sistemática e organizada. Na China, a necessidade de adotar um sistema organizado de governo para o império, a Constituição de Chow, com seus oito regulamentos e as Regras de Administração Pública de Confúcio exemplifica a tentativa chinesa de definir regras e princípios de administração. E, ainda, as instituições otomanas, pela forma como eram administrados seus grandes feudos. Os prelados católicos, já na Idade Média, destacavam-se como administradores natos. Na evolução histórica da administração, duas instituições se destacaram: a Igreja Católica Romana e as Organizações Militares. A Igreja Católica Romana pode ser considerada a organização formal mais eficiente da civilização ocidental. Através dos séculos vem mostrando e provando a força de atração de seus objetivos, a eficácia de suas técnicas organizacionais e administrativas, espalhando-se por todo mundo e exercendo influência, inclusive sobre os comportamentos das pessoas, seus fiéis. As Organizações Militares evoluíram das displicentes ordens dos cavaleiros medievais e dos exércitos mercenários dos séculos XVII e XVIII até os tempos modernos com uma hierarquia de poder rígida e adoção de princípios e práticas administrativas comuns a todas empresas da atualidade. O fenômeno que provocou o aparecimento da empresa e da moderna administração ocorreu no final do século XVIII e se estendeu ao longo do século XIX, chegando ao limiar do século XX. Esse fenômeno, que trouxe rápidas e profundas mudanças econômicas, sociais e políticas, chamou-se Revolução Industrial. A Revolução Industrial teve início na Inglaterra, com a invenção da máquina a vapor, por James Watt, em 1776 e desenvolveu-se em duas fases distintas: a primeira fase de 1780 a 1860. É a revolução do carvão, como principal fonte de energia, e do ferro, como principal matéria-prima. A segunda fase de 1860 a 1914. É a revolução da eletricidade e derivados do petróleo, como as novas fontes de energia, e do aço, como a nova matéria-prima. Ao final desse período, o mundo já não era mais o mesmo. E a moderna administração surgiu em resposta a duas conseqüências provocadas pela Revolução Industrial, a saber:
·         crescimento acelerado e desorganizado das empresas que passaram a exigir uma administração científica capaz de substituir o empirismo e a improvisação;
·         necessidade de maior eficiência e produtividade das empresas, para fazer face à intensa concorrência e competição no mercado. Difícil é precisar até que ponto os homens da Antiguidade, da Idade Média e até mesmo do início da Idade Moderna tinham consciência de que estavam praticando a arte de administrar.

Já no século XX, surge Frederick W. Taylor, engenheiro americano, apresentando os princípios da Administração Cientifica e o estudo da Administração como Ciência. Conhecido como o precursor da TEORIA DA ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA, Taylor preconizava a prática da divisão do trabalho, enfatizando tempos e métodos a fim de assegurar seus objetivos "de máxima produção a mínimo custo", seguindo os princípios da seleção científica do trabalhador, do tempo padrão, do trabalho em conjunto, da superviso e da ênfase na eficiência. As propostas básicas de Taylor: planejamento, padronização, especialização, controle e remuneração trouxeram decorrências sociais e culturais da sua aplicação, pois representaram a total alienação das equipes de trabalho e da solidariedade grupal, fortes e vivazes no tempo da produção artesanal. Apesar das decorrências negativas para a massa trabalhadora, que as propostas de Taylor acarretaram, não se pode deixar de admitir que elas representaram um enorme avanço para o processo de produção em massa.O atraso na difusão generalizada das idéias de Fayol fez com que grandes contribuintes do pensamento administrativo desconhecessem seus princípios. Fayol relacionou 14 (quatorze) princípios básicos que podem ser estudados de forma complementar aos de Taylor. As 05 funções precípuas da gerência administrativa como: planejar, comandar, organizar, controlar e coordenar, o já conhecido e exaustivamente estudado nas escolas de administração - PCOCC - são os fundamentos da Teoria Clássica defendida por Fayol. Esta Teoria considera: a obsessão pelo comando, a empresa como sistema fechado e a manipulação dos trabalhadores, que semelhante à Administração Científica, desenvolvia princípios que buscavam explorar os trabalhadores.

Arcadismo Brasil (parte 3)

1.5 Soneto
Destes penhascos fez a natureza
O berço, em que nasci: oh quem cuidara
Que entre penhas tão duras se criara
Uma alma terna, um peito sem dureza!
Amor, que vence os Tigres, por empresa
Tomou logo render-me; ele declara
Contra o meu coração guerra tão rara,
Que não me foi bastante a fortaleza.
Por mais que eu mesmo conhecesse o dano,
A que dava ocasião minha brandura,
Nunca pude fugir ao cego engano:
Vós, que ostentais a condição mais dura,
Temei, penhas, temei; que Amor tirano,
Onde há mais resistência, mais se apura.
Cláudio Manuel da Costa
BIBLIOGRAFIA
AMARAL, Emília... [et al.]. Novas Palavras: língua portuguesa. 2 ed. São Paulo: FTD, 2005. 1, 2 e 3 vol. vol. 1. ISBN 8532256406
AMARAL, Emília, op. e vol. cits., pp. 125-126
AMARAL, Emília, op. e vol. cits., pp. 118
AMARAL, Emília, op. e vol. cits., pp. 126
AMARAL, Emília, op. e vol. cits., pp. 127
MONTEIRO,Clóvis - Esboços de história literária - Livraria Acadêmica - 1961 - Rio de Janeiro - Pgs. 107 a 109 - 111 - 112
Sabrina Vilarinho

Arcadismo Brasil (parte 2)

1.1.2 Basílio da Gama
Foi um poeta luso-brasileiro do Brasil Colônia, filho de pai português e mãe brasileira.
Ficou órfão e foi para o Rio de Janeiro. Entrou em 1757 para a Companhia de Jesus. Dois anos depois, a ordem foi expulsa do Brasil e o poeta foi para Portugal e depois para Roma, onde foi admitido na Arcádia Romana. De volta a Lisboa, por suspeita de jansenismo, foi condenando ao degredo em Angola; salvou-o um epitalâmio que dedicou à filha do marquês de Pombal, que o indultou e protegeu.
Em 1769, publica o poema épico O Uraguai, que tem por assunto a guerra movida por Portugal aos índios das missões do Rio Grande do Sul (Sete Povos das Missões). Mais tarde foi nomeado oficial da Secretaria do Reino. Patrono da Academia Brasileira de Letras.
Utilizou o pseudônimo Termindo Sipílio.
(1741-1795), autor do poema épico O Uraguai
Caramuru, a mais importante obra de José de Santa Rita Durão, é um poema épico cujo tema é o Descobrimento da Bahia. O poema foi escrito em 1781, e é uma das obras que mais se destacam no Arcadismo brasileiro. A obra retrata vários fatos históricos marcantes do Brasil.
1.2 Poesia lírica
A poesia lírica, no Brasil, fica a cargo, principalmente, de Cláudio Manuel da Costa e Tomás Antônio Gonzaga, sendo deste último a principal obra árcade do país: Marília de Dirceu.
1.3 Poesia épica
A poesia épica do Arcadismo brasileiro trouxe inovações para esta escola, que a diferenciou ainda mais do modelo europeu. Temas da história colonial em meio à descrição da paisagem tropical do país e a inserção do índio como herói, mesmo que ainda coadjuvante do homem branco. São as novas perspectivas que começam a delinear uma literatura nacionalista, a ser fundada durante o Romantismo.
1.4 CONTEXTO HISTÓRICO
Nesse período Portugal explorava suas colônias a fim de conseguir suprir seu déficit econômico. A economia brasileira estava voltada para a era do ouro, da mineração e, portanto, ao estado de Minas Gerais, campo de extração contínua de minérios. No entanto, os minérios começaram a ficar escassos e os impostos cobrados por Portugal aos colonos ficaram exorbitantes.
Surgiu, então, a necessidade do Brasil de buscar uma forma de se desvincular do seu explorador. Logo, os ideais revolucionários começaram a se desenvolver no Brasil, sob influências das Revoluções Industrial e Francesa, ocorridas na Europa, bem como do exemplo da independência das 13 colônias inglesas.

Enquanto na Europa surgia o trabalho assalariado, o Brasil ainda vivia o tempo de escravidão. Há um processo de revoltas no Brasil, contudo, a mais eloquente durante o período árcade é a Inconfidência Mineira, movimento que teve envolvimentos dos escritores árcades, como Tomás Antônio Gonzaga, Alvarenga Peixoto e Cláudio Manuel da Costa, além do dentista prático Tiradentes.

No Brasil, vive-se o momento histórico da decadência do 
ciclo da mineração e da transferência do centro político de Salvador para o Rio de Janeiro.

O acontecimento político mais importante era a Inconfidência Mineira, tentativa mal-sucedida de libertar a província das Minas Gerais do domínio colonial português. A politização do movimento apresentou-se através dos poetas árcades brasileiros, participantes da Conjuração.

Arcadismo Brasil

INTRODUÇÃO
Arcadismo também é denominado de setecentismo ou neoclassicismo.
1.0 CARACTERÍSTICAS
- Arcadismo no Brasil começou em 1768 (publicação das Obras poéticas, de Cláudio Manuel da Costa) e terminou em 1836 (início do Romantismo);
- Apesar dos traços do cultismo barroco em alguns poetas, a maioria deles procurou seguir as convenções dos neoclassicistas europeus. Sendo elas:
·         Utilização de personagens mitológicas;
·         Idealização da vida campestre (bucolismo);
·         Eu lírico caracterizado como um pastor e a mulher amada como uma pastora (pastoralismo ou fingimento poético);
·         Ambiente tranquilo, idealização da natureza, cenário perfeito e aprazível (locus amoenus);
·         Visão da cidade como local de sofrimento e corrupção (fuga da cidade);
·         Elogio ao equilíbrio e desprezo às extremidades;
·         Desprezo aos prazeres do luxo e da riqueza (estoicismo);
·         Cortar o inútil;
·         Aproveitamento do momento presente, aproveitar a vida, devido à incerteza do amanhã. Vivência plena do amor durante a juventude, porque a velhice é incerta;
·         Inserção de temas e motivos não existentes no modelo europeu, como a paisagem tropical, elementos da flora e da fauna do Brasil e alguns aspectos peculiares da colônia, como a mineração, por exemplo;
·         Episódios da história do país, nas poesias heroicas;
·         O índio como tema literário.
Esses novos temas já prenunciam o que seria o Romantismo no Brasil: a representação do indígena e da cor local.
1.1 Autores Principais
1.1.0 Cláudio Manuel da Costa
O introdutor do Arcadismo no Brasil estudou Direito em Coimbra e voltou à terra natal para exercer a profissão e cuidar de sua herança. Apesar da vida pacata em Vila Rica, foi ele uma das vítimas do rigor com que o governo português tratou os participantes da Inconfidência Mineira. Preso em maio de 1789, após um interrogatório, em julho, foi encontrado enforcado em seu cárcere. Há a hipótese de ter sido assassinado.
Como poeta de transição sua poesia ainda está ligada ao cultismo barroco, em vários aspectos. Mesmo assim, era respeitado, admirado e tido como mestre por outros poetas árcades, como Tomás Antônio Gonzaga e Alvarenga Peixoto.
Sua obra lírica é constituída, principalmente, de éclogas e sonetos. Dentre elas, são dignas de destaque Obras poéticas - obra que introduziu o Arcadismo - e Vila Rica - poema épico.
(1729-1789) Obras Poéticas e Villa Rica
1.1.1.Tomás Antônio Gonzaga
Português de nascimento, Tomás Antônio Gonzaga passou sua infância no Brasil. Voltou a Portugal e se formou em Coimbra. A partir de 1782 passou a exercer o cargo de ouvidor em Vila Rica.
Apaixonou-se aos 40 anos de idade por Maria Doroteia Joaquina de Seixas, de 17 anos. A família da moça se opôs ao namoro. Quando estava prestes a vencer as resistências, foi preso e enviado para a ilha das Cobras, no Rio de Janeiro, por ter participado da Inconfidência Mineira, em 1789.
Os últimos anos de sua vida, passou exilado em Moçambique, casado com a filha de um comerciante de escravos. Nunca se casou com Maria Dorotéia, mas transformou esse namoro no primeiro mito amoroso da literatura brasileira e nele inspirou uma das mais importantes obras líricas da língua.4

(1744-1810), autor de Marília de Dirceu e Cartas Chilenas